
(Fonte: nossodiademudar)

Hoje em dia, muitas pessoas acham que um sorriso significa, necessariamente, estar feliz. Mas, talvez, ninguém saiba o que há por trás de cada “sorriso forçado”. O pior é saber que ninguém se importa. Já foi o tempo em que fui feliz, que tinha motivos para esbanjar sorrisos verdadeiros, e mostrar todo a minha felicidade. Agora escondo-me atrás de uma “personagem” que criei, apenas para não precisar explicar o motivo de minha tristeza. Confiei demais, me apeguei demais, não abri meus olhos. E hoje ? Hoje finjo estar bem. Seguro choros, escuto músicas alegres. Mas não sou forte. Uma hora ou outra irei desabar. E tudo que eu mais queria, era ter alguém aqui para me ajudar a levantar.
(Fonte: without--us)

Todos exigem muito de mim. Querem que eu viva em função deles, de acordo com o padrão de felicidade que têm em mente. Exigem sorrisos, abraços, carinhos. Mas não entendem o que se passa em mim. Só querem mais e mais de uma pessoa completamente inconstante e mutável, que não sabe o que sentir, pensar, ou falar. Eles querem a perfeição. Alguém sempre disposto a apoiá-los em todos os momentos. Porém, esse tipo de pessoa não existe. Ninguém está sempre disposto à tudo. Confesso, gostaria de ser perfeita para eles, mas não posso, não consigo. Tenho minha vida também. Meus problemas, meus conceitos, minhas dúvidas. Sou uma enorme incógnita. Então, digam-me, como podem querer uma pessoa perto de vocês, tão complexa e que mal se entende, sorrindo o tempo todo ? Como podem ser tão egoístas em pensar que estou feliz fazendo esse papel de idiota ? Às vezes penso seriamente em desistir de tudo. Abandonar à todos sem pensar duas vezes. Mas sei que não posso render-me à isso. As pessoas que aprendam a conviver comigo assim, como eu sou. Se realmente acreditam em uma amizade verdadeira e eterna, eles que se virem. Porque já fiz mais do que devia, me machuquei mais do que devia, apenas para receber cada vez mais críticas à minha volta.
(Fonte: without--us)

Ele ainda vive em mim. Em cada música, cada olhar, cada sorriso, cada gesto. Em todos os detalhes ainda há uma pequena parte dele. Engano meu achar que havia esquecido ele, dizendo que finalmente saiu da minha vida, e que estou forte o bastante para continuar a viver ao lado de outro. Realmente não sou tão determinada como pensei. Se fosse, pelo menos um pouquinho, conseguiria parar de me importar com alguém que só se aproveitou do meu coração e despachou-me como se eu fosse uma mala. Mas, inconcientemente, aquele doce sorriso vem à minha mente, trazendo à tona todas as lembranças. Mas não posso deixar entregar-me por um simples e bobo sorriso, afinal, isso só me traria mais dor. Estou eu certa ou apenas com medo de sofrer duas vezes por uma mesma pessoa ? Onde está minha racionalidade agora ? Eu não era forte ? Será que perdi o juízo de vez ? Ou simplesmente me apaixonei novamente ? Nesse momento paro. Leio o que escrevi. E releio, releio, e releio. Seria possível o amor renascer das mágoas ? Porém, a resposta já estava mais do que clara.Rasguei aquilo que tanto escrevia para ele. Escolho esconder-me da realidade, antes que ela me expusesse, novamente, ao mesmo sentimento corrosivo que faz meu coração disparar e minha pele formigar. Escondo-me sabendo que vou vê-lo amanhã, e, quando menos esperar, acabarei jogando-me em seus braços, me envolvendo novamente e tornando esse ciclo de amor e ódio, interminável.
(Fonte: without--us)

Mas a culpa é minha.Eu que acreditei mais uma vez, eu que me deixei levar por palavras fúteis, e atitudes insignificantes (…) Estou perdida em um mundo, que nem eu mesma reconheço.Agora eu não acredito na minha própria capacidade.Ando sempre desconfiada de tudo e de todos. Não confio nem em mim mesma.Vivo atormentada, com medo.Medo de me entregar novamente, medo de acreditar, medo de amar.Estou cada vez mais fria.Mas ignorante.E acho que o vazio que abriu dentro do meu peito, é incurável.E eu vou ter que conviver com ele.Querendo ou não.Ando observando como tudo mudou, e isso me assusta. Pessoas foram embora da minha vida do nada, sem motivos, sem explicações. Meu modo de pensar mudou, meus sentimentos mudaram. Antes eu chorava sem motivo, agora eu tenho motivos pra chorar. Antes eu achava que era forte, hoje eu realmente sou. Eu achava que ser magoada era a pior coisa do mundo, ainda acho, mas hoje eu consigo seguir em frente, com um sorriso no rosto. Já me considerei um ninguém na vida dos outros, e percebi que me enganei totalmente. Eu achava que todos aqueles ‘eu te amo’ eram verdadeiros, mas não eram. Descobri também, que quem menos demonstra é quem mais sente. Que sonhos nem sempre se realizam, e não é por isso, que devemos desistir deles. Aprendi que muitos vão fazer promessas e mais promessas, mas são poucos que vão cumpri-las. Muitos vão te fazer chorar, mais muitos te farão sorrir. Todos vão perguntar se você está bem, mas poucos vão realmente querer saber a verdade. Aprendi que amizades verdadeiras duram pra sempre, e amores também. Afinal, eu aprendi a quebrar a cara, e levantar sorrindo. Mostrar felicidade, mesmo com o coração quebrado. Demorou, mas tudo mudou, eu aprendi os truques da vida, aprendi a viver. Mas, o pior, é que só uma única coisa não mudou… O que eu sinto por você, ainda é forte, parece que bem mais forte do que antes.Eu acordo todos os dias de manhã, e meu coração pede pra ficar um pouquinho parado, em um lugar onde ninguém pode escutar. Meu coração pede um pouquinho de silêncio, quando todos em minha volta insistem em gritar comigo. Aquela lágrima que eu havia derramado no dia anterior já secou em meu rosto, e aquela dor ainda continua intacta onde ninguém pode ver. Eu continuo, respiro. Respiro e peço que Deus me dê mais forças, porque o meu estoque dela já está acabando, e tudo o que acontece em minha volta só contribuiu para que ela acabe mais e mais, cada dia mais. Todos os dias de manhã eu coloco um sorriso no rosto. Eu passo o dia assim, imperceptível. Eu sorrio. Meu coração grita. Porque ninguém sabe o que se passa aqui dentro de mim, ninguém sabe o que eu vivo, ninguém sabe o que me leva a fazer o que eu faço, ou o que eu digo. Eu peço pra continuar, mas sem pensar em mim, sabe? Porque, se fosse por mim, eu não sei se estaria mais aqui, porque tudo o que eu faço tende a doer, mais e mais, inevitavelmente. Eu peço pra continuar, porque eu sei que no fundo, vai ter alguém que vai precisar de mim, algum dia - ou pelo menos, eu espero que sim. Minha vida está se tornando insuportável, quase mortal…Mas quer saber? Ninguém se importa.Aos poucos estou congelando meu coração. Não dá mais pra aguentar tanto sofrimento. Não consigo mais confiar nas pessoas. Já me decepcionei tanto, fui tão boba e ingênua. Cheguei acreditar em um “para sempre” que nunca vai existir. Mudei para o bem de pessoas, que não foram capazes de fazer o mesmo por mim. E tudo que restou foi essa dor imensa dentro do meu peito. Não aguento mais chorar todos os dias. Não aguento me importar tanto com quem não está nem ai pra mim. Por isso não quero mais sentir, não mais me apegar, nem me relacionar com ninguém. Estou cansada de ser magoada, cansada de sempre ser abandonada no final de tudo.
Eduarda Vasconcellos. (desviar-te)

Ninguém jamais conseguiria explicar o que eu sinto nesse momento. Afinal, nem eu sei. Foram tantas coisas de uma vez só, algumas até ao mesmo tempo, que me deixaram confusa. Vez ou outra me pergunto quem sou eu e por que eu sou assim. Não há resposta. Outrora me sinto dopada, em completo extasy. Eu tô perturbada piscicológicamente, e ninguém precisa de visão raio-x pra perceber isso. E pior é que muitos sabem do que acontece e não fazem nada pra evitar. Eu fico meio sem jeito de acreditar que o mundo é perfeito, e que algum dia alguém vá me consolar. É melhor ser realista do que ficar se iludindo com tudo quanto é besteira. Prefiro ficar sem consolo do que na companhia de pessoas que só forçam a amizade, e que ficam sorrindo e te cumprimentando e que só são amigas quando realmente precisam. Eu sei, todos sentem, mas eu também. Não mais, nem menos, mas ainda sinto. Da mesma forma do que qualquer outro. Quero tentar me expressar e fazer algo ter sentido. Mas as pessoas vem e vão com a mesma rapidez com que trocam de roupa. Pessoas magoam e são magoadas. Mas eu já cansei de sair por ai dizendo que já estou cansada. E de várias maneiras eu já tentei desabafar, mas se seu for fazê-lo, é certeza de que vão me julgar ao invés de me darem conselhos, por mais que seja um amigo. Por mais que eu o tenha a confiança. Parece até que quanto mais eu peço um abraço, mais eu sinto frio. Quanto mais eu me pelo, mais faz calor. ─ Izadora, (antiga-amargura)

Eu me lembro até hoje do meu primeiro amor. E como quase na maioria dos primeiros amores, foi algo mágico. Claro, quando somos crianças não existem responsabilidades a cumprir, nem sabemos direito o que realmente é o amor. Apesar de que a verdade é que nunca vamos saber mesmo. Eu lembro bem, era muito pequena, devia ter uns cinco ou seis anos de idade, ele tinha oito, covinhas e um sorriso lindo estampado no rosto. Lembro-me que naquela época eu era bem magrinha e bem loirinha e que ele era alto demais pra idade. Agente brincava a tarde toda, pega-pega, esconde-esconde sabe, essas brincadeiras de moleque que eu brinquei a minha vida toda, pelo fato de que nunca fui muito chegada em brincar com bonecas. Sempre era excluída do grupo das meninas que só pensavam em brincar de Polly. Enquanto elas perdiam tempo brincando de casinha, eu perdia meu tempo descobrindo o amor. E desde aquele tempo, que não volta mais, eu endureci, principalmente o coração. Nunca mais fui tão companheira de uma pessoa quanto nós éramos. Uma vez ele falou “Case-se comigo!” eu ri e disse “Você é louco!”. Não me arrependo de não me casado (risos), mas eu só queria aproveitar ao máximo o pouco que restava da minha infância. Eu devia ter aproveitado mais e não ter ficado o dia todo olhando TV no domingo ao envés de ir brincar com ele. O que eu mais gostava eram as andadas de bicicleta na pracinha. Ele morava na minha rua, e me convidava com doces que comprava. Gostava também dos abraços, e das gargalhadas que dávamos depois de cair no chão toda vez que nós brincamos. Era bom. Eramos completamente inocentes, não tínhamos nenhuma malícia com relação a isso, eu apenas admirava a ele e ele admirava a mim. Pra nós era só uma brincadeira de moleque. Perdemos contato, eu não sei nem mais onde ele mora. Mas ainda sim lembro-me como se tivesse sido ontem, que ele gostava realmente de mim, talvez ainda se lembre ou tenha se tornado um daqueles adolescentes idiotas e nojentos. E eu? Eu não posso afirmar se ele ainda me cativa, porque não sei que ele é, não sei quem se tornou, mas uma coisa eu sei, se ele ainda é do mesmo jeito de quando o conheci a resposta é óbvia: claro que amaria sim. Com toda a minha alma, com todo meu coração. ─ Izadora, (antiga-amargura)
(Fonte: unnoacidentt)

E então você acorda cedo numa manhã de domingo, xinga trocentos palavrões por saber que no dia seguinte tem aula e irá precisar acordar mais cedo ainda; vai até o espelho, para por 3 minutos, se olha. E daí percebe que pra virar mulher só precisa deixar o teu moleque pra trás. O mais depressa possível o jogue no fundo do baú e tranca. Joga a chave fora, deixa que ela caia em algum esgoto, que algum cachorro a pegue, que ela suma. Sei que hora ou outra vai te dar vontade de mexer nas ferramentas do teu pai pra abrir o maldito baú, mas não o faça. Se amarra na cama. Se prende. Se tranca no quarto. Lute contra si mesma, é pro teu bem. Queira antes de tudo sua evolução. Se ame mais, se cuide mais, se valorize mais. Se goste assim do jeito que tu és. Tua risadinha de porco, dentinhos tortos e cabelo mal cortado um dia irão agradar alguém. Não se mude por um qualquer! Caso ele realmente te quisesse te aceitaria da tua forma, sem querer mudanças, é tudo uma questão de lógica (mas infelizmente a tal lógica some quando o amor aparece). Pare de achar que a felicidade está no pote de ouro no fim do arco-íris. Pare de achar que seria mais feliz se o Caio Castro gostasse de você em vez do seu vizinho chato e que tem caspa. Pare de dizer que não gosta de brócolis sem ao menos ter comido. Não existe pote algum no final do arco-íris, ele começa num lugar qualquer e termina num lugar qualquer também. E não se esqueça, ele some. Desaparece, como mágica. Caio Castro também pode ter caspa, ele pode ser chato, grosso… Vai que a personalidade dele é definitivamente aquela que você odiaria que qualquer homem tivesse? Pare de idealizar o homem perfeito com os homens de aparência bonita que você vê na TV. Ela te manipula, te faz acreditar naquilo que vê. Eles te manipulam, te fazem acreditar naquilo que dizem. Sai desse computador, vai pedir pra tua mãe fazer brócolis pra você, couve, vai comer alface. Deixa a tua vida mais verde. Como pode dizer detestar tanto algo que nunca ousou nem sentir o cheiro. Deixe-se levar pela brisa. Deixe-se cair numa tempestade. Vai indo, vai levando, vai crescendo, vai vivendo. Porque quando você menos esperar vai chegar o dia em que você vai morrer. Vai cair dura, estatelada no chão. Dizem que antes de morrermos um filme passa na nossa cabeça. Curta-metragem, obviamente. Porque há gente que viveu tanto que demoraria mais uma vida inteira pra morrer se fosse o caso. Nesses 5 minutos de nostalgia você verá que fez muitas coisas das quais se arrependeu, e mais ainda, perceberá as que não fez e aí se arrependerá muito mais. Então já vai ser tarde colega, seus olhos estarão vidrados para o canto da parede, seus pais em pranto sem saber ao certo o que aconteceu e sua alma pedindo mais uns dias para aquele corpo dizer tudo que queria ter dito, ter dado uma chance para o seu vizinho, ter comido brócolis, ter parado de sonhar com os atores da TV. Ter deixado o moleque pra trás a mais tempo e aí sim poder aproveitar a mulher que se tornaria. Pobre pequena, foi-se tão menina que mal acabara de nascer dentro de si mesma. — Luana Rabello, ac(alma)

Sabe, ando meio cansada. Cansada dessa rotina sufocante, dessa mesmice dos meus dias. Quero inovações. Chega dessa normalidade, vou sair do eixo, quero construir histórias loucas. Ultrapassar meus limites, vencer meus medos, gritar minha felicidade sem medo dos julgamentos que possam vir. Quero fazer tudo aquilo que me privei durante anos por tentar manter o padrão dos bons costumes da sociedade. Que se dane, esses padrões não me fazem feliz. Odeio seguir regras, detesto me sentir reprimida e não suporto proibições. Está na hora de radicalizar, começando pela aparência. Chega de seguir moda, de roupas caras e sapatos sofisticados. Eu não sou uma boneca. Quero um jeans rasgado, um all star sujo e uma blusa larga. Nada dessas blusas e calças coladas no corpo que me sufocam. Gosto de roupas bem folgadas, que me deixem bem a vontade. O cabelo eu posso cortar, ou tingir, ou os dois, de modo que me deixe bem singular. Músicas depressivas? Tô fora! Eu quero a agitação de uma festa bem lotada, com pessoas diferentes e música alta. Eu quero é remexer, e muito o meu esqueleto. Dançar, pular, gritar, berrar, extravasar sem receios. Chega dessas futilidades que a sociedade impõe, estou mais preocupada em aproveitar a vida do que deixar a vida se aproveitar de mim. — Bruna Agnelli, Subordinada.
(Fonte: aroma-de-rosa)